EIXOS TEMÁTICOS
GELCO 2017

Eixos temáticos para submissão de trabalhos, nas modalidades "Sessão Coordenada", "Comunicação Oral" e "Pôster":

01. Literatura e Ensino

Embora a discussão sobre o ensino da literatura ainda esteja se constituindo como linhas de estudos de Brasil, alguns ensaios como o Antoine Campagnon: Literatura para quê? (2009) na qual o autor faz um histórico do papel da literatura na formação humanista no ocidente; o livro de José Augusto Cardoso Bernardes, intitulado Como ensinar literatura no Ensino Secundário (2003), os debates de Vitor Manoel Aguiar e Silva em torno da crise das humanidades e, por fim, a obra a Invasão da Catedral: literatura e ensino em debate (1983), que abre o debate sobre as canonizadas formas de ensinar literatura. Atualmente, novos sujeitos e formas de expressão surgem no cenário literário pondo em causa os métodos periodicistas. Ou melhor, escritos de imigrantes, de negros, de refugiados tem tomando as páginas dos livros didáticos, mas, mais que isso, a arte digital também vem ganhando lugar na formação dos jovens leitores e requer uma escola experimental. Tais fatores podem levar à atualização de paradigmas estéticos e referências educacionais, aproximando linguagens e sujeitos. Reúnem-se, neste eixo temático, análises de livros didáticos de literatura, debates sobre o cânone e o letramento literário, sobre a formação do leitor, assim como sobre o ensino da cyberliteratura.

02. Literatura e Interculturalidade

A presente linha temática convida a discussões sobre manifestações artísticas e literárias várias que abordem memórias interculturais ficcionadas. Discute-se, dessa maneira, a pluralidadede, tradições e intercâmbios assim como as fronteiras culturais e as textualidades que constituem as marcas identitárias de povos originários sul americanos, africanos e de outros continentes. Tal perspectiva permitirá discutir as vozes e as histórias dos sujeitos silenciados. Assim, considerando o debate proposto por Néstor Clanclini, Walter Mignolo, Edward Said e Boaventura de Sousa, entre outros, partimos de determinados lócus enunciativos com a finalidade de articular as textualidades pós-coloniais presentes na passagem das tradições orais dos povos originários para a sua expressão escrita, refletindo-se sobre as decolonidades presentes na literatura atual, mas também naquelas existentes em contextos coloniais, pós-coloniais e diaspóricos. É portanto uma proposta que envolve discussões sobre conflitos, dependência e transnacionalismos. Dessa forma, são esperadas comunicações a respeito das narrativas fronteiriças,pós-coloniais e interculturais, podendo-se incluir manifestações de refugiados, exilados, escravizados, migrantes, expatriados, repatriados, retornados e fixados na terra com fins ao debate sobreproduções literárias de teor intercultural.

03. Literatura Regional

Este eixo temático busca acolher discussões que abordem os conceitos de regionalismo e região na literatura e na historiografia literária, principalmente, no que diz respeito às teorias surgidas na última década, pondo-as em paralelo com as noções tradicionais de região e regionalismo. Assim, a região é aqui tida mais como espaço cultural que como espaço geográfico. Ela é um elemento propulsor do regionalismo, mas este também a "escreve" ou a "inscreve" nas historiografias literárias nacionais. Pode-se ainda propor a existência de vários regionalismos. Um deles é o que entende a região como transnacional ou transcultural (no dizer de Ángel Rama), nos quais estariam inseridas regiões como os Pirineus, os Pampas e a Amazônia. Outra forma de pensar a região é entendê-la como espaços geográficos que conduzem a denominações do tipo sulista, amazonense, paraibano, goiano, sul-matogrossense ou matogrossense, para dar alguns exemplos. Com isso, o estudo da literatura regional não se reduz a mera ambientação ou ficcionalização local, mas também perpassa as reflexões sobre o modo como locais e culturas servem a criação de imagens que refletem identidades complexas e entrecruzadas. Manoel de Barros, Cora Coralina e Milton Hatoum parecem consolidar uma dinâmica literária que poderia ser pensada como alguma coisa que se situa entre a literalização da região e a regionalização da literatura. Esse fenômeno é pouco compreendido pela historiografia e pela crítica literária brasileiras. Ou melhor, apesar dos esforços de compreensão, as formulações críticas ainda são pouco consistentes. Este eixo contempla, portanto, comunicações que abordemos seguintes pontos: historiografia, crítica literária e literatura dita regional.

04. Literaturas Comparadas

05. Literatura, História e Sociedade

O presente eixo temático reflete sobre a História e a Memória oficiais presentes em textos literários. Quer dizer, ao ficcionlaizar fatos históricos, a literatura acessa a história por meio da memória promovendo a revisão de conceitos excludentes e favorecendo a pluralidade de vozes na (re)negociação de fronteiras simbólicas e sociais. Ao discutir esse fato, contestando Aristóteles, em Poética, Buaman (1998) recorda que não há uma precisa delimitação entre os tempos reais e ficcionais e que estamos diante de um tempo líquido e desestabilizador, a pós-modernidade. Dessa maneira, os textos literários e os históricos apresentam tessituras híbridas e entre-lugares capazes de recuperar temporalidades e subjetividades que subjazem à história. Assim, esperamos receber comunicações que abordem a história nos diversos gêneros literários e, para tal, recorremos à críticos como Santiago (1978), Aínsa (1991), Hutcheon (1991), Menton (1993), Bhabha (1994); Bauman (1998), Todorov (2003), Gobbi (2004), Esteves (2010), Ricouer (2010), Weinhardt (2011) entre outros.

06. Poéticas da Modernidade e Teorias Críticas da Contemporaneidade

Ao focalizar as teorias críticas da contemporaneidade, o eixo temático abordará novas perspectivas surgidas com a pós-modernidade. Aborda também a ruptura de cânones e dogmas surgidas neste período, com particular atenção para o a o desconstrucionismo de Jacques Derrida, os estudos de identidade, os feministas, de gênero, estudos de tradução a intermidialidade e a crítica em torno dos textos autobiográficos. Assim, pensa-se temas como exílio, memória e obras cujas estéticas estejam centradas na paródia, no pastiche, na cópia ou veiculadas em meios digitais. Por fim, considerando-se que a Modernidade precede a Contemporaneidade, também serão aceitas obras que a discutam.

07. Aquisição de Linguagem e Cognição

Esse eixo temático reunirá os trabalhos que discutem o processo de aquisição e de desenvolvimento da linguagem oral, nas áreas da morfologia, fonética, fonologia, semântica, sintaxe e pragmática, por meio do estudo das diversas teorias e modelos existentes. Discute-se também os aspectos cognitivos, relacionados ao processo de aquisição, bem como as dificuldades e as necessidades de aprendizagem da língua que se manifestam em pessoas com Transtorno de Espectro Autista (TEA), Transtorno e Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), dislexia, disortografia, disgrafia, paralisia cerebral etc. Neste eixo, portanto, pode-se relacionar duas ou mais das seguintes áreas: Linguística, Educação, Psicolinguística, Neurolinguística e Neurociência.

08. Ensino e Aprendizagem de L2 e LE

Este eixo explora questões relacionadas com o processo de aquisição e domínio de outras línguas, cujo foco de análise incide os métodos e materiais apropriados para essa finalidade no conjunto das práticas de ensino e aprendizagem desenvolvidas pelo professor.

09. Estudos em Análise de Discurso

O dispositivo teórico de interpretação oferecido pela Análise de Discurso possibilita a participação de diferentes correntes dos estudos do discurso, das ciências da linguagem e de disciplinas afins. A teoria favorece a análise de diferentes materialidades linguísticas e outras materialidades significantes, de modo a tocar questões diversas como as desigualdades socioeconômicas, étnicas, raciais, de gênero, profissionais, políticas, jurídicas, religiosas, científicas, midiáticas, literárias, publicitárias, de diversidades linguísticas, familiares, regionais, geográficas, identitárias, educacionais, arquiteturais, urbanas, entre muitas outras. Seja na perspectivadas práticas sociais, espaço da exterioridade discursiva, seja na perspectiva linguística e enunciativa. As relações que se estabelecem entre a Análise de Discurso e as materialidades produzem um lugar propício para o debate contemporâneo, independentemente do espaço geográfico:internacional, nacional, regional.

10. Libras: aquisição, ensino e política linguística

A escola necessita ser um espaço que acolha as diversidades. É importante ressaltar que as políticas de Educação Especial (BRASIL, 1996), compreendendo o importante papel da Educação Especial se deu a partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (BRASIL, 1996). Espaço que oportunize, uma educação de qualidades a todos, sejam estudantes que tenham necessidades especiais ou não. Mas para que isso ocorra, é importante se discutir todas as vertentes dos processos comunicativos e de aprendizagem, e toda a relação dos envolvidos neste processo. Abordar todos os níveis de ensino da educação, tanto como a mediação do intérprete da Libras e a interação professor e aluno surdo. A problemática vai além do ato comunicativo, como destaca Vygotsky (1993), mas de uma demanda que vai desde a abordagem metodológica ao processo de aquisição de linguagem. Diante do papel do processo de interação e nos processos cognitivos, torna-se importante investigar a relevância do Bilinguismo (Libras/Português), na educação do surdo, como a atuação do intérprete nesse processo, lembrando da complexidade do papel desse profissional, visto que não é simplesmente traduzir conteúdos, mas torná-los compreensíveis para o aluno surdo. O processo de aquisição linguística das crianças surdas e aspectos da estrutura linguística da LIBRAS, estrutura frasal , verbos, considerando o ensino e a aprendizagem da Língua Portuguesa como segunda língua, letramento e alfabetização na produção escrita para surdos.

11. Linguagens e Tecnologias

Neste eixo temático, privilegia-se as discussões que relacionam as atividades humanas e as tecnologias - entendendo tecnologia como a aplicação do conhecimento técnico e científico, por meio de ferramentas e/ou suportes de linguagem (livros, equipamentos eletrônicos, redes sociais etc.) sobretudo, as tecnologias da informação e da comunicação (TIC). Nessa proposta, possibilita-se a discussão da linguagem em relação aos vários suportes de linguagem, em relação aos meios sociais de comunicação (MSC); a discussão da linguagem nos estudos sobre inteligência artificial; e suas interferências no processo de transformação da Educação, da Comunicação e da sociedade, de modo geral. Assim, foco do eixo é a reflexão sobre a relação do ser humano com as tecnologias, por meio da linguagem.

12. Linguagem e Sociedade

Há uma relação direta e indissociável entre sociedade e língua, entre manifestações de linguagem e sociedade, que não permite pensar em pessoas, em convívio, sem o estabelecimento dessa relação. Nessa perspectiva, esse eixo temático abre a possibilidade para discutir trabalhos que toquem tais relações como, por exemplo: as convenções; a(s) gramática(s) ; as mudanças e variações linguísticas, o preconceito linguístico, linguagem e poder, linguagem e cultura, linguagem e tecnologia, linguagem e mídias, linguagem e política e outras vinculadas às práticas sociais, de modo a produzir discussões, reflexões que sejam importantes tanto para o ensino quanto para a pesquisa.

13. Análise e Descrição Linguística

O presente eixo trata de aspectos relacionados com a descrição e análise das línguas naturais voltados para a compreensão do funcionamento do sistema linguístico como um todo, bem como suas subpartes (fonética, fonologia, morfologia, sintaxe e semântica), nos mais variados contextos de discursivos e pragmáticos.

14. Gramática e Ensino

Destaca-se, neste eixo, o ensino da norma padrão culta da língua, cujos reflexos incidem sobre a diversidade de variedades linguísticas, tanto as prestigiadas quanto as estigmatizadas, e o tratamento que têm recebido no ambiente escolar, com vistas a ampliar a compreensão e o domínio da norma padrão culta pelo aluno nas mais variadas situações sociocomunivativas de uso da língua oral e escrita.

15. Formação de Professores e Políticas Educacionais

Processos e políticas sociais, com ênfase na atuação do Estado no âmbito das políticas públicas, prioritariamente as educacionais, e seus elementos constitutivos. Políticas públicas educacionais e as relações estabelecidas entre Estado e sociedade civil no contexto socioeconômico contemporâneo. Organização, gestão de processos educativos e trabalho docente. Didática e currículo escolar: articulações entre teoria e prática. Construção dos saberes e da identidade docente. Sistemas e redes de ensino - unidades escolares. Políticas de formação inicial e continuada. Financiamento da educação. Políticas educacionais para os níveis e modalidades da educação.


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